
Você finge que esqueceu, quando eu sei que isso é impossível de ter acontecido. Você preenche sua vida com pessoas aleatórias, pessoas as quais você derrubou seu café sem querer, ou com quem esbarrou na entrada do ônibus. Pessoas que podem ser consideradas pseudo-amores. Vai encontrando em cada uma, aquelas características que você tanto admirava em mim. Procura em cada esquina, anda por todas as ruas da cidade, tenta me encontrar. Mas você sabe que me perdeu há muito tempo. Então você continua com seu quebra-cabeça, juntando as peças para formar aquele alguém parecido comigo o máximo possível. Não consegue. Passa noites insones. Olha para o telefone na esperança de que ele toque. Olha para o telefone no dilema de ligar ou não — se você tivesse o feito, eu teria te falado tantas coisas. O pensamento teima em dizer para o orgulho ficar de lado, mas você prefere deixar pra lá. Você tem esperanças de que algum dia encontre quem te complete ou que, pelo menos, te faça esquecer de mim. Sua vida é composta por sorrisos — forçados — agora. Sai por aí dizendo às pessoas que é feliz com seu novo jeito de ser, quando na verdade é tudo uma necessidade de apagar o passado. E quem te vê, acredita. Tolos. Mas no fim do dia, ao deitar-se na cama, as lembranças voltam a te atormentar… Todas as noites antes de pegar no sono, você deseja que eu estivesse ao seu lado — sem saber que, para que isso acontecesse, bastava algumas palavras serem ditas. — Diego Lopes (sdrroll)
Você finge que esqueceu, quando eu sei que isso é impossível de ter acontecido. Você preenche sua vida com pessoas...
Você finge que esqueceu, quando eu sei que isso é impossível de ter acontecido. Você preenche sua vida com pessoas...